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Quando o sensível fecha a porta
O recolhimento sagrado como individuação. Existe um tipo de partida que não faz barulho.Ela não joga cadeiras, não escreve textão, não discute até o último fiapo de esperança. Ela apenas recolhe o próprio campo, como quem apaga uma lamparina para proteger o óleo. Muita gente chama isso de frieza.Mas, numa…
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2026 e o Cavalo de Fogo
Quando a psique pede movimento (e pede rédeas). Uma leitura junguiana do arquétipo do Cavalo de Fogo e do que ele desperta na alma coletiva e na obra individual. Hoje é virada de ano. Em São Paulo, o calor parece vir do asfalto como um hálito antigo, e a cidade…
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A Criança Divina e O Pequeno Príncipe
Um mapa junguiano para reencontrar o Self e as imagens arquetípicas do processo de individuação. Em Jung, a Criança Divina não é “infantilidade”. Ela é um símbolo paradoxal: pequena e imensa ao mesmo tempo. A criança divina aparece quando algo novo quer nascer na psique, algo que ainda não tem…
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Eros, o fio vivo que costura a alma
Há uma palavra antiga que às vezes é confundida com romance, pressa ou carência. Mas, na psicologia analítica, Eros é outra coisa: é o princípio de ligação. O movimento íntimo que aproxima partes separadas e devolve calor ao que ficou exilado por dentro. Eros é o oposto do gelo psíquico.Ele…
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Unidade Latino-Americana: Entre Símbolos e Culturas
Entrei no CCBB como quem entra num átrio antigo onde o ar tem memória. Acima, a claraboia: um retângulo de céu domesticado pela arquitetura, luz filtrada em geometria, como se o próprio edifício dissesse que o invisível também pode ter estrutura. A luz desce em silêncio, atravessa o vazio central…
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Individuação e a Cruz de São Bento: Um Guia Psicológico
Jung via a cruz como uma imagem psíquica de alto poder: ela marca a interseção dos opostos. Vertical e horizontal. Alto e baixo. Espírito e matéria. Eternidade e cotidiano. A cruz, quando amadurece dentro de nós, não é um “peso”. É um eixo. A Cruz de São Bento, com sua…
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Cristo e o Centro: O Significado do Self
Há uma diferença simples que muda a vida: uma pessoa pode estar ocupada e ainda assim centrada; outra pode estar livre e, mesmo assim, sem centro. Na linguagem junguiana, “perder o centro” é quando o ego é puxado por complexos, ansiedade, comparações, reatividade, excesso de futuro ou excesso de passado.…
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Reflexões sobre a Noite Silenciosa e a Psicologia do Natal
Na Missa do Galo do Natal de 2025, realizada no Mosteiro São Bento de São Paulo, o sacerdote lembrou algo precioso: “Noite Feliz” nasceu como “Stille Nacht”, isto é, Noite Silenciosa. Essa troca de “silenciosa” por “feliz” muda a psicologia do Natal. Felicidade pode virar meta, cobrança, máscara. Silêncio, não.…
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A Luz e a Sombra: Lucifer na Perspectiva Junguiana
Há uma frase na liturgia em latim que abre uma porta simbólica muito antiga: “ante luciferum genui te”. Muita gente estranha a palavra luciferum, porque “Lúcifer” ganhou, ao longo dos séculos, um sentido sombrio. Mas no latim clássico e bíblico, lucifer é, literalmente, o portador da luz, a estrela da…
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Mosteiro de São Bento: um templo vivo dos símbolos do Self
Há lugares que não são apenas “lugares”. São recipientes. Entramos, e algo dentro de nós começa a se organizar. Em linguagem junguiana, isso é um temenos: um espaço onde a psique encontra forma, medida e centro. O Mosteiro de São Bento, em São Paulo, é um desses lugares. A nave…
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The Divine Child and Christmas: when the Self is born in silence
Christmas is not only a date. It’s a recurring symbol, a lantern that crosses centuries without losing its glow. The image of a child, so small and yet so central, touches a hidden nerve of the soul: the feeling that something essential can be reborn quietly, without applause, without needing…
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A Criança Divina e o Natal: quando o Self nasce em silêncio
O Natal não é só uma data. É um símbolo recorrente, desses que atravessam séculos como uma lamparina acesa. A imagem da criança, tão pequena e tão central, toca um nervo secreto da alma: a ideia de que algo essencial pode renascer sem barulho, sem aplauso, sem “provas” para ninguém.…