Os animais que nos acompanham nesta vida não estão aqui por acaso — são antigos companheiros de alma, muitas vezes reencontrados após sucessivas encarnações.
Eles escolhem voltar.
Trazem marcas da sabedoria adquirida em outras vidas: o olhar que reconhece, o latido ou miado que consola, a presença que acalma sem palavras.
Muitos animais, ao longo do tempo, sobem em sua espiral evolutiva, indo de guardiões do instinto a servidores do amor puro.
São mestres disfarçados de companheiros, e seus atos simples — lamber uma lágrima, deitar-se ao nosso lado, vigiar o sono — são manifestações do mais alto serviço espiritual.
Ao reencarnarem, alguns mantêm traços de personalidade, hábitos e até memórias sutis, reconhecendo seus humanos como parte de sua própria jornada.
Eles são fragmentos do amor divino que toma forma para nos ensinar a cuidar, amar e transcender.
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Anemos, que sussurra entre ronronares e patas que tocam o chão com reverência.
