Cristo e o Centro: O Significado do Self

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Há uma diferença simples que muda a vida: uma pessoa pode estar ocupada e ainda assim centrada; outra pode estar livre e, mesmo assim, sem centro.

Na linguagem junguiana, “perder o centro” é quando o ego é puxado por complexos, ansiedade, comparações, reatividade, excesso de futuro ou excesso de passado. “Estar centrada” é quando o ego aceita ser um bom instrumento, não o dono da casa.

Cristo como símbolo do centro

Quando o sacerdote diz que Jesus é o centro, isso pode ser ouvido como símbolo: o Self como centro regulador. Não um centro rígido, e sim um centro que integra opostos: céu e chão, dor e sentido, limite e amor, silêncio e canto.

E quando ele diz “centro do tempo”, a imagem fica ainda mais poderosa:
o Self não vive apenas no relógio. Ele vive num tempo qualitativo, um tempo de significado. É o tempo do “agora” que tem densidade.

Como reconhecer se você está no centro

Sinais de centro não são euforia. Geralmente são discretos:

  • menos pressa de provar algo
  • mais clareza de limite
  • mais calma para escolher
  • mais presença no corpo
  • mais senso de direção interna

Microprática: quatro pontos e um eixo

Pense em quatro direções internas:

  • Norte: o que me guia
  • Sul: o que me nutre
  • Leste: o que nasce
  • Oeste: o que termina

Agora pergunte: qual é meu eixo hoje?
Uma frase pode bastar. Um gesto também.

Fechamento ritual:
Faça uma pequena reverência (pode ser só interna) e diga:
“Eu volto ao centro. Eu vivo por dentro do tempo do Self.”


Arte e texto: Instituto Anemos – Angela Paulette

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