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A Luz e a Sombra: Lucifer na Perspectiva Junguiana
Há uma frase na liturgia em latim que abre uma porta simbólica muito antiga: “ante luciferum genui te”. Muita gente estranha a palavra luciferum, porque “Lúcifer” ganhou, ao longo dos séculos, um sentido sombrio. Mas no latim clássico e bíblico, lucifer é, literalmente, o portador da luz, a estrela da…
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Mosteiro de São Bento: um templo vivo dos símbolos do Self
Há lugares que não são apenas “lugares”. São recipientes. Entramos, e algo dentro de nós começa a se organizar. Em linguagem junguiana, isso é um temenos: um espaço onde a psique encontra forma, medida e centro. O Mosteiro de São Bento, em São Paulo, é um desses lugares. A nave…
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The Divine Child and Christmas: when the Self is born in silence
Christmas is not only a date. It’s a recurring symbol, a lantern that crosses centuries without losing its glow. The image of a child, so small and yet so central, touches a hidden nerve of the soul: the feeling that something essential can be reborn quietly, without applause, without needing…
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A Criança Divina e o Natal: quando o Self nasce em silêncio
O Natal não é só uma data. É um símbolo recorrente, desses que atravessam séculos como uma lamparina acesa. A imagem da criança, tão pequena e tão central, toca um nervo secreto da alma: a ideia de que algo essencial pode renascer sem barulho, sem aplauso, sem “provas” para ninguém.…
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Lavagem da Mãe Preta: reparação simbólica e sombra urbana
Memória viva, reparação simbólica e sombra urbana em uma leitura junguiana No centro de São Paulo, existe um ponto de gravidade psíquica. De um lado, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Em frente, a estátua da Mãe Preta. E ao redor, quase sempre, pessoas em situação de…
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A ferida da escravidão, sombra urbana e reparação simbólica
Há violências que não terminam quando a lei muda. Elas mudam de roupa. A escravidão não foi apenas um sistema econômico: foi uma fábrica de psiquismo, uma pedagogia do corpo “descartável”, um treinamento coletivo para naturalizar desigualdade, medo e silêncio. E quando um trauma é grande demais para ser sentido,…
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O Sítio do Picapau Amarelo como mandala da infância: uma leitura junguiana amorosa e crítica
Há obras que não moram apenas na memória: elas viram território psíquico. Para muitas crianças brasileiras, especialmente as que cresceram com poucas histórias contadas em casa, O Sítio do Picapau Amarelo foi exatamente isso — uma espécie de aldeia interna onde a imaginação podia respirar. Sob uma lente junguiana, o…
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A ferida que não acabou: a consciência escravagista no inconsciente brasileiro
Quando lemos que o número de imóveis vazios em São Paulo é muitas vezes maior do que o número de pessoas vivendo nas ruas, algo em nós se contrai. A razão entende: é injusto. Mas o corpo sente: há algo doente na alma coletiva. Da porta de um hospital de…
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Beyond Barbie: When Beauty Standards Hurt the Soul – and How to Reclaim the Beauty of the Self
Jungian reflections on the body, eternal youth, and the courage to be original 1. When beauty becomes a prison We live surrounded by images: flawless feeds, filters that erase pores, beauty campaigns with almost identical bodies. In the middle of all this, there is a silent and insistent model I’ll…
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Além da Barbie: quando o padrão de beleza adoece a alma – e como reencontrar a beleza do Self
Reflexões junguianas sobre corpo, juventude eterna e a coragem de ser original 1. Quando a beleza vira prisão Vivemos cercadas por imagens: feeds impecáveis, filtros que apagam poros, campanhas de beleza com corpos quase idênticos. No meio disso, existe um modelo silencioso e insistente, que eu chamo aqui de “Padrão…
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Aesthetics, Beauty, and Spirit
Aesthetics as soul-care (and why it’s not consumerism)Aesthetics, in the philosophical sense, isn’t ornament; it’s the study of perception. Since Baumgarten and Kant, it asks: how do we sense, what moves us, why does beauty matter? Beauty isn’t mere taste; it’s an experience that re-orders our inner world. A museum…
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Estética, o Belo e o Espírito
Estética como cuidado da alma (e por que não é consumismo)Estética, no sentido filosófico, não é decoração do supérfluo; é a ciência do sensível. Desde Baumgarten e Kant, a estética pergunta: como percebemos? o que nos toca? por que algo nos parece belo? O belo não é só um “gosto…